segunda-feira, 15 de março de 2010

CASSIA L E SEU AMIGO INVISIVEL

Ela vive a ver a lua. Murmura em seu mundo de faz de conta. Ela passeia por entre giletes e vez ou outra varia. Às vezes está preta e branca às vezes está colorida. No céu rojões e trombetas festejam a sua vida. Às vezes acaricia pele delicada igual seda. Às vezes no seu ombro um braço forte a protege. Sinuca é o seu jogo preferido. E gemido é o som de quem a perde! Quando ela acha que fui embora, eu seu amigo louco e desconhecido volto com meus versos absurdos e teorias psicóticas. Seria carência, destino, momento? Eu não saberia nada sobre seu coração de doze quilos, onde me hospedo há tempos e do qual já sou fragmento. Se ela não vivesse a ver a lua. Ou se não murmurasse meus sonhos ao vento.

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