Ela vive a ver a lua.
Murmura em seu mundo de faz de conta.
Ela passeia por entre giletes e vez ou outra varia.
Às vezes está preta e branca às vezes está colorida.
No céu rojões e trombetas festejam a sua vida.
Às vezes acaricia pele delicada igual seda.
Às vezes no seu ombro um braço forte a protege.
Sinuca é o seu jogo preferido.
E gemido é o som de quem a perde!
Quando ela acha que fui embora, eu seu amigo louco e desconhecido volto com meus versos absurdos e teorias psicóticas.
Seria carência, destino, momento?
Eu não saberia nada sobre seu coração de doze quilos, onde me hospedo há tempos e do qual já sou fragmento.
Se ela não vivesse a ver a lua.
Ou se não murmurasse meus sonhos ao vento.
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